Quem toma vinho não tem dúvida: rótulo assinado pela Catena está entre os mais prestigiados da Argentina. Dia desses alongo-me nessa história, mas evoco aqui um vinho específico do gigantesco portfólio da bodega até como uma homenagem a alguns amigos, que reverenciam esse rótulo. O D.V. Catena, em particular o Syrah, é uma dessas preciosidades que vale cada centavo (R$ 100, em média). O DN remete a Domingo Vicente, um dos membros do clã Catena, nome que figura na elite do winemakers argentinos (a expressão inglesa é execrada pelos patrícios... rsss). Em tempo: Domingo Catena casou-se em 1934 com Angélica Zapata, dando origem à clássica bodega. Caso seja observador, verá essa informação no rótulo do DV.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Preciosidade argentina
Quem toma vinho não tem dúvida: rótulo assinado pela Catena está entre os mais prestigiados da Argentina. Dia desses alongo-me nessa história, mas evoco aqui um vinho específico do gigantesco portfólio da bodega até como uma homenagem a alguns amigos, que reverenciam esse rótulo. O D.V. Catena, em particular o Syrah, é uma dessas preciosidades que vale cada centavo (R$ 100, em média). O DN remete a Domingo Vicente, um dos membros do clã Catena, nome que figura na elite do winemakers argentinos (a expressão inglesa é execrada pelos patrícios... rsss). Em tempo: Domingo Catena casou-se em 1934 com Angélica Zapata, dando origem à clássica bodega. Caso seja observador, verá essa informação no rótulo do DV.
Julgamento histórico
Não vou dar muitos detalhes sobre esse filme, mas recomendo para quem está disposto a entender um pouco mais sobre a história recente do vinho - e como os franceses, do alto de sua arrogância enológica, tomaram 'uma volta' dos californianos. Aliás, aproveito para sugerir que dia desses você junte um grupo de amigos metidos a entendedores de vinho e faça uma degustação às cegas, aquela em que não se visualiza o rótulo. Aproveite e misture entre os vinhos algumas porcarias de R$ 5 a garrafa. Vai se surpreender com o resultado. Isso tem muito a ver com a história desse filme. Boa diversão!
Português pra inglês ver

Pêra Manca é um rotulo português que se esforça para ficar no topo. Consegue mais pela tradição do que pela qualidade. Quem já desembolsou cerca de R$ 500 por uma garrafa ficou com a impressão de que foi enganado. Para apreciá-lo é preciso se desfazer do rigor e relaxar. Aliás, as castas portuguesas não me encantam – nem surpreendem: tenho sempre a impressão que estou a tomar vinho de categoria rasteira. Talvez seja culpa dos meus porres com Casal Garcia e Calamares. Mas sobre o Pêra Manca, é bom que se diga que se trata de um dos mais prestigiados rótulos portugueses, cuja história remonta ao século 19. Sem entrar nessas reminiscências, o vinho é um corte de aragonês (tinta roriz no Douro e Tempranillo na Espanha) e a trincadeira. Só é vinificado em safras excepcionais. Quando os produtores se convencem que as uvas não vão render o suficiente em qualidade, envazam o vinho como Cartuxa Reserva. Mas não se deixe levar pela fama e a tradição. Vai se deliciar bem mais com rótulos mais simples – e mais acessível. Em tempo: Pêra Manca significa pedra manca, um pedaço qualquer de rocha que se mantém oscilante sobre uma base mais firme. Nada a ver com o cavalo que ilustra o rótulo.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Misterioso, mas não tanto!

Meu amigo Evandro Buquera é um apreciador de vinhos e charutos – e a impressão que tenho é que gosta de ambos na mesma proporção. Evoco sua figura por sua predileção por um rótulo argentino, o Alma Negra, rótulo que leva a assinatura da família Catena, no caso, Ernesto. Tenho tomado com freqüência esse vinho em sua casa e a cada taça a impressão que se tem é de que faço descobertas interessantes sobre esse rótulo, propositalmente misterioso. A princípio, o Alma Negra ‘vendeu-se` como uma alquimia impetrável, uma fórmula inalcançável que sustentava sua fama. Em sua elaboração entrariam um mix de uvas primorosamente escolhidas entre parreirais distintos. Sabe-se agora que trata-se de um blend da Bonarda e Malbec, em proporções, claro, desconhecida. Essa confiança nessa mistura das duas variedades que compõem o vinho não tem unanimidade. O próprio Ernesto Catena nem confirma nem desmente essa fórmula – e o Alma Negra segue como um rótulo que merece atenção.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Cella? Tô fora!
Dia desses, num desses encontros de amigos, nos quais sempre aparece casal não exatamente íntimo de todos, fui surpreendido por um insuspeito Cella em meio a uma variedade interessante de rótulos. Sinceramente, imaginei que esse miserável espumante, de qualidade mais que duvidosa para não dizer medíocre, já havia sido exorcizado do gosto médio do consumidor e, por extensão, banido do mercado nacional. Que nada! Lá estava ele, pimpão, a bordo de um balde de gelo, pronto para ser bebido por alguém que ainda não se deu conta da existência de produtos nacionais equivalentes no preço, mas muito superior na qualidade - e adocicado, bem ao estilo desse italiano metido, que já frequentou boas mesas no país, num tempo em que pouco se sabia sobre vinho. Fica a dica então: se gosta de espumante doce, troque o Cella pelo moscatel. Há uma infinidade de marcas nacionais de altíssima qualidade. O paladar agradece!
Justiça seja feita
Ainda que o serviço do vinho tenha avançado alguns centímetros nos restaurantes de Maringá, ainda se cometem muito equívocos, a começar pela escolha de rótulos e preservação das garrafas. Pior: quando chega à mesa, o vinho vem acompanhado de umas taças rídicolas, tipo Cisper... E o garçom dispensa à bebida tratamentos distintos - às vezes ritualístico por demais ou negligente na mesma proporção. Pior mesmo é o preço. Dói sabe quer um modesto vinho de R$ 25, adquirido na prateleira de um supermercado, exibe na `carta de vinho`preço de R$ 50, R$ 60. Um absurdo! Melhor mesmo é reunir os amigos e aproveitar o vinho em casa. Sai bem mais em conta e a diversão é maior. Mas é importante ressalvar que algumas casas dispensam ao vinho um tratamento decente - e estende isso ao cliente, cobrando o que deve ser justo.
Duas preciosidades

O Alma Negra, como o nome sugere, era para ser misterioso – até mesmo nas variedades de uvas com as quais é elaborado. Mas sabe que se trata de um blend (Malbec e Bonarda), em proporções desconhecidas. Começou a se engarrafado no início de 2003, a partir de uma dezena se barris. O resultado foi surpreendente e desde então o vinho argentino vem conquistando fiéis consumidores mundo afora. Por ser um rótulo de boa relação custo benefício (R$ 65, em média, a garrafa), pode freqüentar mesas não tão abastada. Em Tempo: o vinho leva assinatura da família Catena, no caso, Ernesto. Os Catena tem uma longa tradição na produção de grandes vinhos. Bramare (Malbec/2007), da Viña Cobos, é, em essência, um legítimo representante dos grande rótulos argentinos, muitos deles inspirados na tradição californiana produzir de olho na qualidade dos Bordeaux. A idéia foi sempre equiparar-se a eles. Nunca conseguiram. Mas o Bramare, produzido No estilo Paul Hobbs, é uma preciosidade – e um dos rótulos da Cobos, de 2006, mereceu a maior nota entre os vinhos da América do Sul na percepção do onipotente Robert Parker. Custa em média R$ 400.
Assinar:
Postagens (Atom)